Liderança Estratégica em Angola: O Roteiro para Mitigar Riscos na Engenharia e Construção

Descubra como aplicar a Liderança Estratégica em Angola para garantir o sucesso dos seus projetos. Este roteiro essencial aborda técnicas comprovadas para mitigar riscos na Engenharia e Construção.

Óscar Tito Cardoso Fernandes

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O sector de Engenharia e Construção Civil em Angola atua como um motor essencial para o desenvolvimento económico e infraestrutural do país. Contudo, este ambiente de alto impacto para a economia doméstica é também caracterizado por uma intrínseca volatilidade seja nas taxas de câmbio, na logística de abastecimento ou nos desafios regulatórios. A despeito de um cenário em que a paralisação de obras ainda é uma realidade, o sector mostrou-se capacidade em adaptar-se, o que é demonstrado através do crescimento no PIB da Construção no terceiro trimestre de 2025, o que sublinha a sua resiliência e importância contínua.

Neste panorama, a Liderança Estratégica exercida pelas empresas não se mede apenas pela entrega de projetos, mas sim pela capacidade de antecipação e blindagem do negócio contra incertezas macroeconómicas. É imperativo que as empresas adoptem estratégias que resulte em perenidade e confiança junto dos stakeholders e do Público Corporativo.

Visão de Longo Prazo e a Gestão do Risco Cambial

Numa economia onde a volatilidade cambial (Kwanza vs. Moedas Estrangeiras) afeta directamente o custo de aquisição de equipamentos e materiais importados, um plano fixo é um risco em si mesmo. Empresas devem adoptar o Pensamento Estratégico a capacidade de visualizar o futuro e formular planos que contemplem a incerteza, conforme defendido por especialistas em planeamento estratégico. A desvalorização do Kwanza, que viu a taxa de câmbio subir para 940 Kz/USD em setembro de 2025e a previsão de volatilidade persistente, tornam a gestão cambial uma prioridade estratégica.

A mitigação eficaz passa pela aplicação rigorosa do Scenario Planning:

Antecipação Ativa: Desenvolver cenários de contingência para diferentes patamares de flutuação cambial, com o objetivo de proteger as margens de lucro e garantir a continuidade dos projetos de infraestrutura de longo prazo.

Decisão Baseada em Princípios: A solidez do líder manifesta-se na capacidade de fazer escolhas estratégicas que, por vezes, implicam evitar o risco de projetos cujas consequências possam gerar um impacto financeiro catastrófico.

Eficiência Operacional: Optimização e Modernização das Operações

A busca incessante pela eficiência organizacional é o escudo da empresa contra os choques de mercado, e atua como uma barreira natural para o crescimento orgânico. Em Engenharia e Construção, onde as margens são sensíveis, a otimização de processos é diretamente proporcional ao sucesso.

As empresas de crescimento mais robusto, conforme estudos da McKinsey & Company, são aquelas que otimizam continuamente a sua performance. Para o mercado angolano, isso pode traduzir-se, por exemplo, nas seguintes ações concretas:

Logística e Supply Chain Resilientes: Reduzir a dependência de fornecedores únicos através da diversificação, com a implementação de sistemas de Supply Chain Risk Management (SCRM) que garantam a previsibilidade e a agilidade na importação de materiais essenciais.

Inovação Setorial (Tecnologia): Integrar a Transformação Digital nos estaleiros de obras. A adoção de ferramentas como o BIM (Building Information Modeling) e o uso de drones para topografia e monitorização são exemplos reais de como a modernização pode aumentar a precisão, reduzir o retrabalho e promover uma alocação de recursos mais eficiente. Embora a adoção do BIM em Angola seja ainda incipiente, iniciativas como as promovidas pela Ordem dos Engenheiros de Angola sinalizam o caminho para o aumento da competitividade e o crescimento.

Agilidade e Reputação: A Resposta ao Desafio Angolano

A verdadeira marca da Liderança Sólida em Angola é a capacidade de adaptar-se e agir rapidamente. A agilidade permite responder a tendências emergentes ou a mudanças regulatórias com eficácia, o que mantém a empresa à frente da concorrência.

Ao demonstrar competência na navegação de desafios específicos como a gestão cambial e a logística complexa, as empresas angolanas consolidam um Legado Positivo que transcende a obra edificada e toca na estabilidade do mercado.